eu sou um pássaro

Ás vezes eu acho que sou um fardo pras pessoas. Estou sempre com meu egocentrismo e minha mimadez, me achando injustiçada. E tudo me leva a crer que estou incomodando. Então, para não atrapalha, eu me afasto. Paro de frequentar os lugares que supostamente eles estarão. E ai, começo a deduzir o pensamento de todo mundo e crio uma teia de possibilidades do que deve ou não acontecer. Eu tenho sentimentos, sabe? As vezes parece que as pessoas não sabem. E eu também não facilito muito, eu sei. Mas todas as vezes que me expus me prejudiquei tanto. Fico em uma ambiguidade  entre amar e sofrer e não amar e ser vazia. Fiquei muito tempo sozinha, e isso não facilitou em nada que eu pensasse mais claramente. Pelo contrário, só dificultou. Só queria achar alguém. Alguém pra chamar de meu, ser meu colo, cura de tristeza, ombro amigo e meu amor. E ai, qualquer coisa que me aparecia era útil. Mas quem nunca passou por isso, né? O que me intriga, aliás, são minhas duas faces. Sou covarde, por desistir sem tentar. Mas pros outros sou precisa e correta. E eu até que gostava de toda essa história, viu? Até perceber a porção de oportunidades que eu perco por ter medo. E cá estou: aventureira. Decidi tentar. O que eu perco tentando é bem menor do que desistindo. Além do aprendizado, que só teria ganho assim. Quanto aos erros do passado, o nome já diz tudo: passou. Afinal, é esse emaranhado de erros que definem quem somos. Errar é viver, e do erro vem o acerto.


Acabaram os clichês. Juro.